Viúva da Mega-Sena: conheça a história do milionário morto pela mulher

Viúva da Mega-Sena: conheça a história do milionário morto pela mulher

Confira tudo sobre o caso da Viúva da Mega-Sena, que chocou o Brasil em 2007 e teve desdobramentos que se arrastaram até 2019.

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17 de novembro, 2020
viúva da mega-sena

Um dos casos mais emblemáticos de crimes cometidos contra ganhadores de loterias, definitivamente, é o de Adriana Almeida. A Viúva da Mega-Sena, como ficou conhecida, foi condenada por ter encomendado o assassinato do marido, Renné Senna, que havia conquistado um prêmio milionário.

Neste artigo especial do Doctor Lotto, você vai conhecer o caso da Viúva da Mega-Sena e descobrir o que aconteceu com os envolvidos neste crime que poderia, facilmente, ser o roteiro de uma história de cinema.

O grande prêmio

Renné Senna, morador de Rio Bonito (RJ), viu sua vida mudar no dia 06/07/2005. Com os números 03 – 21 – 25 – 37 – 54 – 58, o lavrador ganhou sozinho o prêmio principal da Mega-Sena, maior loteria do País.

O valor conquistado era considerado astronômico para a época – e, talvez, até para os dias de hoje: R$ 52 milhões, segundo maior prêmio pago pela loteria até então.  Para se ter uma ideia, o prêmio representava o dobro da arrecadação do município de Tanguá, onde foi feita a aposta.

Depois de se tornar o novo milionário do Brasil, Renné tentou se mudar para o Recerio dos Bandeirantes, mas acabou voltando para a cidade de Rio Bonito. Lá, construiu uma casa de R$ 9 milhões.

Apesar de ter passado a andar com seguranças, o homem tratou de manter os costumes e a simplicidade. Não deixava, por exemplo, de frequentar os bares da região com amigos. Segundo relatos, fazia questão de ajudar os conhecidos, atraindo, inclusive, pessoas que se aproveitavam de sua bondade.

Se Renné manteve seus hábitos, o mesmo não se pode dizer de Adriana. Após o casamento, já em 2006, a mulher virou sua rotina do avesso. Deixou de trabalhar e passou a frequentar academias, sempre acompanhada de seguranças dentro de um Mercedes-Benz, além de ter feito diversos procedimentos estéticos.

De acordo com um ex-funcionário da fazenda em que vivia o casal, Adriana fez com que Renné demitisse os empregados da casa e contratasse parentes dela – com salários de R$ 5 mil – enquanto proibia que os familiares do marido frequentassem a casa.

Um tempo após o casamento, Renné modificou o testamento para incluir a mulher, que dividiria a herança com 11 irmãos e a filha do milionário. A situação, no entanto, começou a desandar quando o homem percebeu uma grande modificação da conta conjunta do casal.

Renné identificou, quatro dias antes do crime, que que Adriana havia sacado R$ 300 mil para comprar uma cobertura em Arraial do Cabo – também no Rio de Janeiro – sem sequer consultá-lo. Desconfiado de uma possível infidelidade da esposa, o homem iniciou uma discussão. Adriana deixou a casa no dia seguinte – possivelmente tendo sido avisada de que seria retirada do testamento.

O dia do crime

Era começo de 2007, dia 7 de janeiro. Renné, como de costume, estava em um bar próximo à sua residência. Desta vez, porém, não andava acompanhado de seguranças. Em certo momento, uma moto com dois homens se aproximou do local.

Os criminosos, que estavam usando capacete, ordenaram que Renné entregasse a pochete que estava usando no dia. Depois de pegar os pertences, os homens dispararam cinco tiros contra o ganhador da Mega-Sena, que morreu na hora.

Já na mesma data – e nos dias que sucederam o crime -, começaram a surgir as primeiras acusações contra a Adriana. Renata Senna, filha de Renné, e Jocimar Rocha, irmã do milionário, disseram acreditar que a viúva havia encomendado o assassinato em seus depoimentos à polícia.

O desfecho do caso da Viúva da Mega-Sena

Com o fechamento do inquérito policial, Adriana foi apontada como mandante do crime. Durante as investigações, seis pessoas – além da viúva – foram presas. Entre elas, estavam dois amantes da mulher: Robson de Andrade Oliveira e Anderson Souza, ex-segurança de Renné, que foi indicado como o autor dos disparos.

Após o julgamento, quatro dos suspeitos passaram a responder processo em liberdade. Seguiram presos Anderson e Ednei Pereira Gonçalves, que seria o responsável por pilotar a moto. Eles foram condenados a 18 anos em regime fechado.

Adriana foi presa em 29 de janeiro de 2007, mas recebeu um habeas-corpus em 27 de junho do ano seguinte, pois havia sido encerrado o prazo de permanência em prisão temporária.

Em 2011, após cinco dias de julgamento, ela foi inocentada do caso, mas o Tribunal de Justiça do Rio reviu e anulou a decisão, pois dois membros do Tribunal do Júri haviam se comunicado, o que é considerado ilegal.

Com a decisão, um novo julgamento aconteceu em dezembro de 2016. A Viúva da Mega-Sena foi condenada em primeira instância a 20 anos de prisão, mas passou um tempo foragida e foi encontrada apenas em junho de 2018, quando, finalmente, foi presa.

Já em setembro de 2019, foi negado um último pedido de habeas corpus feito pela defesa de Adriana. Com a decisão da Justiça, foram encerrados todos os recursos possíveis. A mulher, portanto, foi condenada em definitivo.

SOBRE O AUTOR

Guilherme Parolim
Guilherme Parolim • Editor
Guilherme Parolim é formado em Jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie. Trabalhar com fatos o faz acreditar que pode vencer na loteria. Afinal, uma coisa é certa: alguém tem que ganhar! Saiba mais

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